Quando eu era criança eu lembro que minha mãe me levou ao pediatra para ver o que tinha de errado comigo, já que meu comportamento estava estranho. Não conversava mais com meus amiguinhos e ficava falando sozinha.
Ao pediatra me perguntar o que eu tinha, eu e minha cara de pau infantil respondemos: Eu vejo gente verde de cabelo laranja!
Obviamente, no final da consulta o pediatra passou, junto com as receitas, um encaminhamento para o psiquiatra.
Ao chegar em casa minha mãe conversou comigo e me ensinou que não pode sair contando para os outros as coisas que eu vejo. Desde esse dia eu aprendi, nunca mais contei para as pessoas as coisas que eu vejo... Nem contei para a mamãe aquele dia que eu vi papai com outra no parque!
Eu sempre fui uma criança muito estranha, talvez por isso tenha me tornado essa adulta peculiar...
Dizem que Deus gosta das crianças... Esses dias eu estava analisando essa afirmativa!
Se Deus gostasse mesmo de criança, qual o motivo de ter criado o ser humano já adulto? Aposto que não queria correr o risco de ficar vigiando um guri remelento...
Não venha argumentar que Ele gosta de criança pois concebeu Jesus na barriga de Maria, se logo após conceber já ordenou ao anjo que fosse correndo anunciar pra José que ele é quem deveria assumir a cria!
Jesus falava... "Vinde a mim as criancinhas"... Lógico, com 12 discípulos pra ficar vigiando, até eu!
Voltando a minha infância... Não foram só coisas ruins, também aprendi muita coisa boa! Minha avó me levava na igreja todos os domingos e me ensinava a pegar a cestinha que ficava no canto do banco e recolher a oferta para a igreja! Acho que na verdade, minha avó estava me treinando para ser da Universal... Mas ela nunca assumiu isso!
Tá bom, tá bom! Não vou falar da religião de ninguém. Eu até entendo que os evangélicos fiquem bravos quando falam mal do Bispo Edir... Os católicos do Papa. Eu também tenho minha religião e não admito que falem mal do Zeca Pagodinho!
Enfim, por hoje é só... Outro dia voltarei com mais considerações sobre coisas que não tem nenhuma importância e até mesmo desvalidas de sentidos.


